quarta-feira, 2 de março de 2016

Um apito de fábrica

Dezoito horas.
Um apito de fábrica.
Som familiar,
memória presente,
que corta, feito faca afiada,
o barulho perpétuo da cidade.
Uma fresta se abre
numa ínfima janela de tempo.
É silêncio que espalha perfume
e logo evapora.


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