Ontem vi o pôr do sol
entre prédios.
Andei por ruas,
misteriosamente silenciosas,
do centro da cidade.
Senti o cheiro da dama-da-noite
que brotava do jardim da calçada.
Ontem ouvi britadeiras, buzinas
e um homem que gritava
“morangos fresquinhos” sem parar.
Andei entre carros e motos
e respirei a fumaça de seus escapamentos.
Ontem, consegui ver o pôr do sol.

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